Arquivo de março de 2009

De além mar, um NeoAventureiro - Parte 2

sexta-feira, 6 de março de 2009

Continuando o bate-papo com Ricardo Silva, autor do Quero Voar!, um dos maiores hits de visitação do NeoReader, que você pode encontrar abaixo (só rolar o cursor) ou ou clicar aqui para encontrar a Parte 1.

Acompanhe:

BNPorque decidiu apoiar o “BookCrossing” e a “Fundação Make-A-Wish Portugal”? E o que acrescentaram a divulgação?

RS – Já há algum tempo tinha curiosidade de participar da comunidade BookCrossing. Como apaixonado de livros acho magnífico o conceito de troca global gratuita de livros.

Como autor era uma oportunidade que não podia desperdiçar. Acabei sendo o primeiro autor português a disponibilizar um livro directamente na rede BookCrossing.

A ideia de incentivar os donativos à Fundação Make-A-Wish Portugal (oferecendo o livro “Quero Voar!” em troca) esteve relacionado com o facto da minha “aventura” radical ter tido origem num sonho meu de criança, e a Fundação ajuda crianças com doenças graves ou terminais a realizar seus sonhos.

Pareceu-me uma causa meritória que eu talvez pudesse ajudar.

Quanto ao que acrescentaram à divulgação é difícil avaliar resultados concretos, mas penso que levou mais uns quantos visitantes ao blog do Quero Voar!

BN – Quais são seus próximos passos com o Quero Voar!?

RS – Tenho a intenção de manter o blog e o e-book disponível na internet enquanto for possível, e interagir com os leitores que fizerem comentários no blog em www.QueroVoar.pt.

Tem sido bastante gratificante conduzir este processo. A simpatia e reação das pessoas tem sido a melhor recompensa pelas horas investidas neste projeto.

BN – Quais são as novidades do Quero Voar!?

RS – Em termos de novidades neste projeto, há uma iniciativa inovadora no âmbito mundial que gostaria ainda de lançar, porém ainda não tive disponibilidade para avançar. Só posso antecipar que está relacionada com a rede BookCrossing, e a sua fascinante comunidade de utilizadores.

BN – Que outros trabalhos teve ou tem em andamento?

RS – Estou, em paralelo, promovendo no blog “Emílio Dentro da Terrina” em emiliodentrodaterrina.blogspot.com a comemoração dos 30 anos da publicação em Portugal de uma trilogia para crianças com as aventuras do pequeno Emílio de Lönneberga. Os livros foram escritos por Astrid Lindgren, a autora sueca da famosa Pipi das Meias-Altas (”Pippi Meialonga”).

Como adorei ler as aventuras do Emílio quando era criança, gostava de entusiasmar a editora portuguesa a reeditar os livros e a permitir aos mais pequenos redescobrir esta simpática personagem.

Dentro do e-book do “Quero Voar!” há um pequeno capítulo com mais detalhes sobre outros projetos em que estive envolvido. 

BN – Como os meios digitais – internet, em específico, e iniciativas como a do NeoReader –, na sua opinião, ajudam a disseminação da cultura e o livre pensamento?

RS – A internet e serviços online como o NeoReader permitem divulgar facilmente publicações pessoais, institucionais, comerciais e sem fins lucrativos, dando-lhes muito mais visibilidade em comunidades online de utilizadores/leitores muito motivados.

Democratizam e facilitam a partilha de conhecimento, a troca de idéias, o confronto de opiniões. Considero ferramentas fundamentais para a cultura, democracia e liberdade de expressão.

BN – Qual é a sua formação acadêmica?

RS – Tenho uma licenciatura em informática, tirada no início da década de 1990, muito focada no desenvolvimento de software.

Depois, trabalhei vários anos no desenvolvimento de software multimídia. Já nos últimos dez anos tenho trabalhado na área de internet, transferência de dados e software de backoffice.

BN – Do ponto de vista literário, quais são os planos para o futuro?

RS – Escrever, de novo, porém somente quando achar que tenho novamente alguma coisa interessante para dizer. Não me vejo a escrever ficção. 

Atualmente sinto uma especial predileção por literatura de não-ficção (biografias, documentários, etc. A vida real das pessoas me inspira.

BN – Mudando um pouco o rumo da conversa. Já veio ao Brasil?

RS – Vim ao Brasil, em 1996, para passar a lua-de-mel.

BN – Como foi a experiência?

RS – Excelente! Adorei. Visitamos cidades do Nordeste e do Norte do País – Recife, Porto Galinhas, Natal, João Pessoa e Manaus. Mas a cereja em cima do bolo foi a visita de três dias ao arquipélago de Fernando Noronha. Simplesmente Lindo de morrer!

BN – Qual é o seu país favorito no mundo?

RS – Os países onde já viajei mais de carro, além de Portugal, são Espanha, Itália e Inglaterra. Gosto muito de Itália e Inglaterra. Já as minhas cidades estrangeiras preferidas são Roma, Florença e Londres (adoro os parques e jardins).

BN – Qual é o lugar que você recomenda ser visitado em Portugal?

RS – As serras! Sintra, Gerês, Buçaco. São ótimas para passeios a pé. Recomendo também as praias da costa alentejana também valem a pena.

BN – Quais são seus vícios e suas virtudes favoritas?

RS – Vícios: compro demasiados livros e não vivo sem música (ando sempre de MP3 grudado).

Virtudes: com o passar dos anos, gosto cada vez mais de ouvir os outros.

BN – Tem algum hobby?

RS – Vários. Ler, fotografia digital, genealogia.

Para devorar

Dicas de leitura de Ricardo

- Livros do Luis Sepúlveda

- Patagônia Express

- O Velho que Lia Romances de Amor

- História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar

- Nome de Toureiro

 No bolso do NeoAventureiro anda

 - Mundo do Fim do Mundo

Na chincha

Seus sonhos?

Acima de tudo, tentar ser um bom Pai e um bom marido. Fora isso, viajar muito e implementar vários projetos online que tenho em preparação. Não sonho ser rico, como a generalidade das pessoas. Esforço-me só por ser feliz e aproveitar a Vida, um dia de cada vez.

Onde estará daqui dez anos? 

Comemorando comemorar 23 anos de casamento, ajudando as minhas filhas a concretizar os seus sonhos, e com mais uns quantos projetos pessoais realizados. Nada demais. Afinal de contas, como diz o meu padrinho de casamento, eu tenho “uma vida simples”.

De além mar, um NeoAventureiro - Parte 1

sexta-feira, 6 de março de 2009

O escritor português Ricardo Silva, um aficionado pela trilogia Senhor dos Anéis, apreciador de literatura de viagens, leitor assíduo de Blake e Mortimer, Corto Maltese, Blueberry, XIII, e apaixonado pelos aventureiros, como o alpinista João Garcia, criou um campeão de acessos no NeoReader, o Quero Voar!.

Avesso ao tema política – clama por uma versão portuguesa de Obama para dar um jeito na política local – o autor prefere, disparado, discutir literatura, música e cinema. E como não podia deixar de ser, o escritor da terra dos nossos colonizadores reza a cartilha do bom português: adora os pratos de bacalhau. “Podia viver anos só a comer variedades culinárias baseadas em bacalhau, incluindo os incontornáveis pasteis, bolinhos, e afins”, afirma Silva, que parece se divertir a cada pergunta do Blog do NeoReader.

Depois de um salto de pára-quedas na cidade Évora, no Alentejo, onde estão localizadas cidades depois do Rio Tejo, Silva, também conhecido entre os amigos como Picuinhas– um curioso e investigador nato – deu vazão a essa verdadeira odisseia moderna. “Senti necessidade de expressar emoções, sentimentos e sensações. Em 20 anos não me lembraria bem do que tinha sentido naquele dia, antes, durante e após o salto”, lembra o autor.

Na entrevista, que inaugura uma série de matérias com os autores mais interessantes e inovadores do NeoReader, Ricardo conta como jamais poderia prever que esta história se tornaria um sucesso de acessos na internet. Para se ter uma idéia somente aqui (HIPERLINK), sem mensurar os acessos diretos ao site oficial do e-book, Ricardo já contabiliza quase 27 mil visualizações.

Em um delicioso e simpático bate-papo (realizada por e-mail, em função da distância e da escassez de tempo), este português, aparentemente, risonho e sereno conta detalhes do que o levou a ser um dos sucessos em hit do portal. Acompanhe:

Blog do NeoReader – Como surgiu a ideia do Quero Voar!?

Ricardo Silva – A verdade é que eu não tinha intenção de escrever um conto. Na viagem de volta a casa (em Lisboa), após o salto de pára-quedas em Évora (em 14 de setembro de 2008), comecei a pensar que em duas décadas não me seria capaz de recordar com fidelidade todos os sentimentos proporcionados pela aventura; antes, durante e após o salto.

Os preparativos (des) necessários, os momentos engraçados, as dúvidas, mas também o entusiasmo, a emoção, a adrenalina e a tranquilidade inesperada da experiência. Pensei para comigo: esqueceste de quase tudo.

Era, portanto, necessário naquele momento registrar tudo o que fosse possível. 

BN – E como se deu o desenvolvimento do texto que originou o e-book?

RS – Pois bem, diante desta constatação, decidi que não ia deixar isso acontecer. Então, à noite, no mesmo dia, já em casa, decidi por no papel tudo o que me lembrava. Quase febrilmente, estive até de madrugada de volta do teclado do computador, a verter os pensamentos, emoções e memórias dos meses anteriores, até aquele dia. O que meia dúzia de horas depois me dei conta de que havia escrito muito mais do que tinha planejado.

BN – Quando teve a idéia de transformar em um livro eletrônico?

RS – Bem, ao rever o texto pensei que seria engraçado partilhá-lo com os meus familiares e amigos. Tinha a certeza que os ia surpreender, pois a maioria não sonhava que eu fosse capaz de saltar de um avião a 4 km de altitude. Cá entre nós, essa foi a atividade oficialmente mais radical em que me meti até hoje.

Depois de pensar em divulgar o texto dessa forma, achei que se fizesse um e-book e o colocasse em um blog poderia partilhá-lo com o resto do mundo. Talvez houvesse mais pessoas a achar o relato divertido e, quem sabe, até inspirador.

BN– E como foi este planejamento?

RS  – Bem, a partir do momento em que comecei a elaborar o lançamento do blog, o que aconteceria duas semanas depois, em 1º de Outubro daquele ano, em www.QueroVoar.pt, após muitas (até demais!) revisões do texto com a preciosa ajuda do meu Pai e de alguns bons amigos, foi ao ar. 

BN– Qual foi o investimento para colocar a ideia em prática?

RS –Em termos financeiros, este projeto custou cerca de €250 euros (aproximadamente R$ 750), incluindo o pagamento de registro da marca Quero Voar! (por 10 anos), o registro do domínio DNS, licenciamento das imagens para a capa do livro (o que foi feito pela internet também, no site Shutterstock.com), além de outros pequenos gastos. 

O maior investimento foi, porém, dezenas de horas do meu tempo livre investidas a rever o texto, lançar e dinamizar o blog, promover o blog via e-mail e com posts em sites e blogs de referência, responder a e-mails, elaborar press releases, editar imagens, entre outras atividades.

BN – Há quanto tempo está envolvido no mercado editorial?

RS– Foi a minha primeira experiência. Nunca tinha editado nenhum conto nem livro antes. Resultou de um forte impulso para preservar a memória de um momento significativo na minha vida.

BN – Por detrás deste impulso havia outra meta?

RS– Basicamente, disponibilizar gratuitamente o relato desta aventura radical, mesmo, pois é uma narrativa real, sem artifícios nem fantasias. Penso que é bem-humorada e interessante o suficiente para entreter um leitor um par de horas.

BN– Como você analisa iniciativas em e-book? Considera um mercado?

RS– Não tenho objetivos comerciais. Nunca foi essa a minha intenção, nem acho que alguém vá pagar para ler. No entanto, me deparei com a oportunidade, muito gratificante, de aproveitar a divulgação do e-book para colaborar com a rede mundial de troca de livros “BookCrossing”, e com a “Fundação Make-A-Wish Portugal”, com a campanha de donativos da Edição Limitada “Quero Voar!”. Para mim, deu mais significado e consistência à divulgação do e-book.  

Nova fase do Blog do NeoReader

quarta-feira, 4 de março de 2009

A patir de março, todos os meses, passamos a publicar aqui no BN (nome carinhoso deste Blog) uma série de entrevistas e reportagens com - e sobre - os principais usuários do NeoReader.

O objetivo deste trabalho divertido, e que promete ser intenso e cativante, é promover uma integração maior entre os usuários, a partir do conhecimento aprofundado do perfil de cada autor que tenha destaque - seja pela inovação, criatividade ou volume de acessos -, além, claro, de divulgá-los e torná-los públicos dentro desta comunidade.

Sua sugestão, como em tudo o que é realizado no NeoReader e seus sites correlatos, é considerada valiosa. Portanto, fale conosco! Contate-nos! Ligue, envie uma carta, mande um sinal de fumaça! Comente!

E, sem dúvida alguma, deem pitacos nas matérias! Façam sugestões sobre os próximos a serem “investigados” pela equipe de reportagem do BN!

(Chefes! Despesas a Vista! Vamos precisar de um veículo - quiçá uma nave! - para explorar o País e o Mundo! no encalço desses entrevistados e suas histórias… ehehe)

Aguardem! Acessem! Colaborem!

NeoReader na B2B Magazine

terça-feira, 3 de março de 2009

É com muito orgulho que postamos - aqui - a matéria publicada na revista B2B Magazine, no mês de fevereiro.

Não somente por que o inspirado repórter Thiago Borges fala muito bem da nossa iniciativa - modéstia de lado, com muita razão! -, mas, e sobretudo, por que detalha o desenrolar da concepção do NeoReader.

E com conhecimento de causa: o jornalista nos visitou e ficou conosco, observando o funcionamento e o cotidiano da nossa equipe, durante quase um dia inteiro (bravo! raríssimo esse tipo de cobertura na atualidade).

B2B, volte sempre! E jornalistas de outras publicações, as portas da nossa empresa estão abertas.

Acompanhem, comentem, postem!

Veja a matéria no Neoreader abaixo: