Mariana Serrano planeja lançar um livro e tem no NeoReader uma nova ferramenta para divulgar seus trabalhos
Entre um sonho e a sua realização a paulistana Mariana Serrano vem trilhando um caminho de produção de contos, histórias e poesias, rumo à publicação seu primeiro livro – já em fase de preparação.
Trata-se de No País do Sonho (www.nopaisdosonho.blogspot.com). Um livro infantil que serve para adulto também (como o livro O Pequeno Príncipe). A história, como relata Mariana, é de um menino de sete anos que chega no país do sonho para realizar seu sonho. “Lá, ele conhece seu melhor amigo que é um urso polar e que ama Ray Charles. Os dois personagens embarcam numa aventura um pouco psicodélica”, adianta a jovem jornalista que considera o NeoReader um aliado para alcançar a publicação.
“O portal se caracteriza como uma forma democrática de divulgar informações, e que ao mesmo tempo oferece uma maneira centralizada e inteligente de acessá-las”, define a futura escritora.
Blogs de Mariana Serrano
www.maridiz.blogspot.com
www.nopaisdosonho.blogspot.com
www.pistoleras.blogspot.com
Essa visão foi concebida porque Mariana, dona de três blogs nos quais divulga seus escritos, visões e pensamentos (veja links acima), sente na prática a dificuldade de navegar e localizar conteúdos interessantes em sites parecidos com os seus.
“Adoro navegar pela blogsfera para ler outros textos. No entanto, acho este universo, do ponto de vista de interação e sinergia, de certa forma limitado”, analisa Mariana. Ela aponta que o trânsito entre os blogs acaba ficando muito restrito aos links que cada página contém. “Em uma biblioteca eletrônica e pública é justamente o contrário, ela concentra tudo em um lugar só” pontua.
Trajetória
Uma boa contadora de histórias não nasce da noite para o dia. Mariana começou cedo. Aos 14 anos começou a escrever textos como forma de desabafar. “Era uma maneira de colocar para fora emoções, sensações e sentimentos guardados, e, assim, no papel me sentia aliviada.”
Três anos mais tarde, tendo o papel e a caneta como companheiros na adolescência aventurou-se pelas poesias. “Essa experiência foi importante. Me lembro que quando comecei tinha preocupação em rimar. Com o passar do tempo criei meu próprio estilo”, comenta achando graça da inexperiência que tinha na época.
Entre escritos e versos, a vida da escritora seguiu seu curso e, após cursar a faculdade de Comunicação Social e trabalhar durante quatro anos como assessora de imprensa, dedicada ao segmento de música, em 2007 Mariana partiu para um negócio próprio. Com uma sócia, inaugurou uma agência de comunicação.
A jornalista Mariana Serrano viu no NeoReader uma grande oportunidade de democratização da escrita e da leitura. “Eu tenho três blogs e adoro navegar pela blogsfera para ler outros textos. No entanto acho esse universo um pouco limitado”, avalia Mariana. Ela explica que o trânsito entre os blogs fica restrito ao tráfego pelos links. “Em uma biblioteca eletrônica pública é justamente o contrário, ela concentra tudo em um lugar só”, conclui.
Essa passagem na vida da poeta do NeoReader foi rápida. “Um ano depois vendi minha parte no negócio e decidi morar em Barcelona”, conta. Na terra das castanholas e das touradas, de Gaudì e das Magdalleñas, Mariana viveu sete meses, o que considera uma das melhores experiências da sua vida. “Cresci, evoluí e aprendi muito na convivência com jovens de diversas partes do mundo. A troca cultural foi bastante intensa. Me sinto completa e realizada”, relembra.
Amadurecimento literário e pessoal, na visão de Mariana, aconteceu depois desta experiência internacional. “Tive contato com tantas informações, com minhas origens [tem ascendência espanhola por parte de pai], com sentimentos e emoções – solidão e saudades de casa – que fizeram borbulhar inspiração”, conta a escritora que também atribui seu amadurecimento ao curso de escrita criativa que realizou por lá.
De volta à terrinha, aproveitou esta vivência toda para se dedicar a trabalhos independentes. “Meu maior foco no momento [além da menina dos olhos que é publicar o seu primeiro livro] são projetos ligados à moda e design”, informa Mariana, que fazendo seu comercial acrescenta: “Continuo fazendo trabalhos como freelancer em assessoria de imprensa”.
Na chincha
O que mais gosta de escrever?
Histórias e contos.
Do que falam seus textos?
Faço referências a minhas experiências e sentimentos, e também escrevo muito sobre amigos, conhecidos, e claro, sobre o mundo.
Qual retorno alcançou?
Eu ainda não me dediquei muito ao NeoReader. Tenho cerca de dez textos publicados. Alguns já tiveram 100 visitações e pretendo colocar mais e mais publicações minhas. Só preciso de um tempo para organizar melhor e colocar também as páginas que já escrevi do No país do sonho.
Você é usuária assídua de tecnologia? Gosta de internet? Quais benefícios ela trouxe? Do que mais gosta neste meio?
Mais ou menos. Eu gosto de internet. Tenho três blogs, leio mais notícias na internet do que em jornais atualmente, apesar de ler todo dia jornal impresso. E gosto muito de utilizar o MySpace. Passo horas e horas descobrindo sons novos por lá.
Gosta de jazz?
Eu sou viciada em música. Amo muito jazz, hip-hop, raggae, ragga, dub, chorinho e etc. Infelizmente não tenho dom para tocar nenhum instrumento.
De onde surgiu a inspiração para escrever A 5 minutos do suicídio?
Por incrível que pareça ainda não assisti ao documentário que aborda o tema de suicídio na ponte Golden Gate (localizada na cidade de São Francisco, estado da Califórnia, nos Estados Unidos).
Já escutei muito sobre esse documentário. Uma amiga minha morou na Califórnia durante dez anos e também já me contou fatos ocorridos na ponte.
Depois que voltei de Barcelona, me deparei com alguns amigos e conhecidos que tinham perdido o sentido da vida. Esqueceram que a vida é linda, simples e curta.
Essa foi a minha inspiração e ai decidi escrever um texto o qual mostrava essas pessoas a 5 minutos do suicídio.



